27 fevereiro 2014

Brincando na areia longe do Bicho Geográfico

Não tem nada melhor que brincar na areia, na terra ou em gramados, mas devemos tomar alguns cuidados para que os pés ou o bumbum das crianças não vire um mapa de coceira. 
 
Dias quentes e ensolarados são ideais para passeios ao ar livre com as crianças, principalmente na areia da praia e no verão. Os pequenos adoram fazer casinhas, montinhos ou outras travessuras, se sujando todo. Essa divertida descontração, porém, pode trazer problemas especialmente para a meninada se alguns cuidados não forem tomados.

Uma das preocupações que esses passeios em praias ou parques podem trazer é o conhecido “Bicho Geográfico”. A larva migrans (Bicho Geográfico) é um parasita intestinal de cães e gatos. Aí vem o perigo: esses animais frequentam e defecam nos parques gramados, tanques de areia e praias. Qual
criança não gosta de se esbaldar na terra, se transformando num “bife à milanesa”, de tanta areia no corpo?

Pois então, as larvas das fezes dos animais presentes na areia em contato com a
criança penetram na camada superficial da pele. A larva caminha deixando seu rastro como um mapa na pele, por isso do nome “Bicho Geográfico”.

O rastro deixado pela larva na pele é de cor vermelha, de fácil reconhecimento e é acompanhada de muita coceira. Quem já teve sabe o quanto incomoda. A
criança pode ficar muito irritada, não conseguindo dormir.

Os locais atingidos mais comuns são os pés e o bumbum devido ao maior contato das crianças com as áreas infectadas pelas larvas. O problema é que a coceira pode oferecer maior risco de infecções secundárias das lesões.

O tratamento é realizado com uso de pomada tópica em casos mais brandos. Se a lesão for extensa, medicação de uso oral pode ser receitada pelo médico.

Prevenções - Para evitar o “Bicho Geográfico” é importante que os pais tomem alguns cuidados. Use cangas, toalhas ou um pano para que a criança brinque com mais segurança.

Em áreas de praia, os locais próximos à calçada são mais perigosos, porque a circulação de animais é muito maior. Evite também os “cantinhos”, ou seja, as áreas com terra com pouquíssima circulação onde os donos costumam levar os animais para despejar os dejetos.

É bom evitar que os pimpolhos brinquem descalços e em lugares que cães e gatos utilizam para defecar. Não é à toa que a presença de animais em praias é proibida por lei.

Com o “bicho geográfico”, o melhor remédio é a prevenção. Recolha as fezes de seu cão e não o leve para passeios nas praias. Estimule que as outras pessoas façam o mesmo diminuindo a possibilidade de infecções.

Ver um cachorro brincando com o dono na praia pode até parecer bonito, mas não é nada saudável à população.

 Fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/brincando-na-areia-longe-do-bicho-geografico/

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